Há mais ou menos um mês, recebi pelo whatsapp um vídeo do ICV (Instituto Convencer),cujo palestrante – Ronaldo Dantas, discorria sobre o seguinte: ” o problema do Brasil é o brasileiro”. Durante alguns minutos, o palestrante, de forma brilhante, fazia a colocação sobre a diferença entre a ideia de ser brasileiro e/ou de ser brasiliano.
Eu, como gestor de comunicação, me relaciono com diferentes públicos e pessoas deste nosso Brasil. Sei do poder das palavras e como podem criar ou derrubar tabus. Mas a palestra me fez refletir sobre dois personagens, separados por aproximadamente 2 mil anos de história, mas com algo em comum: questionar o Status quo.
O primeiro personagem é Motzê, um sábio chinês, conhecido principalmente por ser um coach dos imperadores do seculo V a.C.
Motzê doutrinava os imperadores que a melhor forma de vencer uma luta era procurar, de forma pacífica, uma solução para conflitos entre as dinastias. Ele pregava algumas regras básicas sobre como um grande imperador deveria agir.
Mozi-Motzê dizia:
Questione sempre o status quo
aceite uma verdade apenas como transitória
Seja justo, decida ajudar o maior número de pessoas possível.
A forma para o envelhecimento, com certeza, está na certeza da inércia.
Vale lembrar que estes pensamentos foram ditos aproximadamente, entre os anos de 470 a 391 a.C. e continua a ter grande repercussão nos dias atuais. O verdadeiro nome dele era Mo Di. Era um entusiasmado humanista, conhecido como um dos maiores pensadores da China, e foi o fundador do moísmo, teoria conhecida pelo “amor universal e não luta”.
O outro personagem sobre o qual vou escrever é o Padre Antonio Vieira, que nasceu em Lisboa em 1608 e morreu em Salvador em 1697.
Em seu sermão da Sexagésima, Vieira aborda o “Semen est verbum Dei”( A semente é a palavra de Deus). Ele se utiliza da metáfora para dizer que o pregar é como semear. E questiona, em 1655: ” Se a palavra de Deus é tão eficaz e tão poderosa, como vemos tão pouco fruto da palavra de Deus?”
O texto todo é belíssimo e rico de informações sobre a arte da oratória, em que ele questiona a si mesmo e aos pregadores pastores.
Com estes dois personagens, Motzê e Vieira, o que pude perceber é que há um questionamento sobre o omento atual. Devemos olhar com mansidão, porém, com sabedoria os comportamentos e os sentidos de certo e errado, de justo e injusto. Nos dois casos, fica claro que devemos sempre tirar a prova dos 9. Entender a cultura contemporânea e sempre procurar melhorá-la.
Então, você pode me perguntar: Mas Marcelo, e sobre o tema que abriu este artigo? O que isto tem a ver?
Pois é, o que tentei passar a vocês é uma isca, e não um solecismo, que os leve a refletir sobre um pequeno gesto de sintaxe que pode mudar muita coisa em nosso País.
Começo aqui minha campanha: vamos trocas este gentílico brasileiro por brasiliano. Acredito que o poder das palavras podem mudar o mundo!
É isso.


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